Sempre me perguntam o nome da dança que estudo. Respondo: tribal fusion. Das duas, uma: ou o cara não conhece – e admite – ou não conhece, mas quer ser engraçado, e retruca: que é isso, dança afro?, fazendo uns movimentos bizarros que ele pretenda pertencerem a esse estilo de dança (não que sejam, rs). Para aqueles que querem mesmo saber o que é, tento explicar brevemente – pois o tribal fusion tem raízes profundas e o assunto pode ir bem longe. Não sou nenhuma especialista, mas tenho aprendido muito com o povo desse meio, então aqui vai minha versão resumida:
O tribal fusion, também conhecido como tribal fusion belly dance, é uma fusão de movimentos do ATS com outras danças. O ATS – American Tribal Style – é, por sua vez, uma fusão de diversos outros estilos de dança relacionados a culturas da tradicional rota de comércio entre Ocidente e Oriente. Entram aí dança do ventre, cigana, indiana, flamenca etc. O resultado é algo que “parece muito antigo, mas na verdade é muito novo”, nas palavras de sua criadora, Carolena Nericcio. A mistura também se reflete no figurino, que mescla peças de diversas etnias. Tanto o ATS quanto o tribal fusion são gêneros novos, surgidos na década de 1980.
O tribal fusion foi desenvolvido por Jill Parker, bailarina do Fat Chance Belly Dance, o primeiríssimo grupo de ATS, criado por Carolena. O estilo vai mais longe no quesito “fusão”, permitindo à bailarina misturar estilos mais modernos como jazz, break, hip hop, street dance, burlesque, tango, teatro e, basicamente, TUDO o que você quiser.
É mais ou menos por aí.




















